Assembleia Municipal não votou moção contra portaria sobre reforma hospitalar

Assemb Mun PombalA Assembleia Municipal de Pombal adiou para a próxima sessão a votação de uma moção que exige a “imediata revogação” da portaria que, segundo o Partido Socialista, pode retirar valências aos hospitais da área de influência do concelho: Centro Hospitalar de Leiria e Hospital Distrital da Figueira da Foz.

O documento, apresentado pelo médico Jorge Silva (PS), refere que “além do encerramento de múltiplas maternidades, o governo pretende eliminar, no imediato, especialidades médicas dos hospitais públicos” apontado como exemplo as de endocrinologia, estomatologia, ginecologia e obstetrícia.

“Só nas imediações do concelho de Pombal, irá desaparecer até 31 de Dezembro de 2015 a maternidade do Centro Hospitalar de Leiria e do Hospital Distrital da Figueira da Foz”, afirmou aquele médico, antigo director do Hospital Distrital de Pombal.

A moção afirma a “necessidade de manter um Serviço Nacional de Saúde (SNS) para todos os cidadãos, melhorando o acesso aos cuidados de saúde” bem como “a necessidade de reformar o SNS e continuamente introduzir melhorias na sua organização de modo a prestar cuidados de saúde de qualidade”.

Para além de “exigir a imediata revogação” da Portaria publicada a 10 de Abril, o documento exige, também, que a reforma hospitalar e a reforma do SNS “sejam feitas ouvindo as autarquias, bem como as instituições e os profissionais de saúde”.

Apesar do presidente da mesa da Assembleia Municipal, Narciso Mota, ter afirmado que a moção será submetida à votação na próxima sessão daquele órgão autárquico, Grilo Gonçalves, da bancada da maioria social-democrata, contestou o seu conteúdo.

O actual director clínico do Hospital Distrital da Figueira da Foz assumiu-se a “favor da prestação de um Serviço Nacional de Saúde pesando sempre o custo-benefício” e afirmou que “as maternidades do país foram mandadas encerrar pelo ministro António Correia de Campos”, do governo de José Sócrates, remontando a essa legislatura o fecho da maternidade na Figueira da Foz.

Por outro lado, Grilo Gonçalves, refere que os hospitais do Grupo I, “para onde drena Pombal, não perdem especialidades médicas nenhumas” e que com aquele diploma “procura-se eficiência”. “Procura-se definir melhor as áreas de influência e os rácios de população” e isso “era o espírito de António Correia de Campos”, afirma.

No entanto, o social-democrata deixou uma garantia: “terei de estar contra o governo caso ele leve por diante as áreas de influência de referência”. Daí que Grilo Gonçalves tenha aproveitado para deixar um alerta às cinco freguesias da zona Oeste do concelho – Louriçal, Carriço, Guia, Ilha e Mata Mourisca – “para a evidência que aí surge de lhes ser retirado o acesso ao Hospital da Figueira da Foz, indo contra uma cultura de 40 anos de proximidade”.

 

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