Autarca questiona investimento na construção do “Nó de Soure”

20140430 Assemb Mun PombalO presidente da Câmara de Pombal, Diogo Mateus, questionou na última sessão da Assembleia Municipal o investimento realizado com a construção de um acesso à Auto-Estrada do Norte (A1) no concelho de Soure. O social-democrata referiu-se, sobretudo, ao montante da obra face à expectativa de utilização.

“Em bom rigor temos que questionar, se numa altura em que o país já estava numa situação que era conhecida, valeria não se ter gasto o dinheiro”, disse o autarca, para quem há investimentos que “aquilo que custa face àquilo que valem, se calhar mais valeria não terem sido feitos”.

O comentário de Diogo Mateus surgiu depois de o presidente da Junta de Freguesia da Redinha, que tem limite com a zona onde foi construído aquele nó de acesso à A1, lhe ter solicitado para tomar as “diligências necessárias” para que o projecto de requalificação do Itinerário Complementar (IC) nº2 “seja retomado o mais breve possível”, nomeadamente no troço que atravessa aquela freguesia a Norte do concelho.

Carlos Ribeiro, eleito pelo PSD, argumentou em especial com o “aumento do número de tráfego” no IC2 e naquela zona Norte do concelho em especial, face à abertura do novo acesso à A1 no concelho de Soure, até porque, na sua opinião, “os autarcas também são embaixadores da segurança rodoviária”.

Antes, também o presidente da Junta de Freguesia de Meirinhas, Avelino Neves António, se referiu à necessidade da requalificação do IC2, fazendo referência ao registo de mais um acidente mortal quando um motociclista foi “esmagado por um camião” quando atravessava aquela via rodoviária. “Se algo não for feito a população poderá manifestar-se de uma forma menos pacífica”, alertou o autarca social-democrata, para quem “é urgente tomar decisões adequadas de forma a minimizar os acidentes e evitar a perda de vidas”.

Recorde-se que aquele Nó de Soure de acesso à A1 remonta a 2008 quando o Estado contratualizou a sua construção com a Brisa Auto-Estradas, concessionária da A1, representando um investimento superior a 6,5 milhões de euros.

Recentemente os deputados socialistas eleitos por Coimbra e Leiria questionaram o Governo sobre o atraso da entrada em funcionamento daquele acesso à principal auto-estrada do país, considerando tratar-se de uma “infra-estrutura fundamental às populações e às empresas dos concelhos de Soure e de Pombal”.

“O desenvolvimento económico, as condições de competitividade, o combate à sinistralidade rodoviária, o bem estar e o conforto das populações estão directamente relacionadas com a qualidade das infra-estruturas de transportes e com a capacidade de mobilidade de bens e pessoas”, adiantam.

 

 

 

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