Biomassa acumulada nas florestas de Leiria preocupa Comando Distrital

Sergio Gomes CDOS LeiriaA biomassa acumulada ao longo do inverno nas matas e terrenos preocupa os responsáveis de combate a incêndios florestais no distrito de Leiria, assumiu hoje o Comandante Operacional Distrital de Operações de Socorro (CODIS).

Na apresentação do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais (DECIF) no distrito, Sérgio Gomes traçou um cenário que considera “preocupante”:

“O inverno foi rigoroso e grande e não permitiu às pessoas fazerem as queimadas nos seus terrenos. Já no ano passado foi assim. Não é bom, porque os combustíveis finos crescem, depois morrem com o calor, depois chove e voltam a crescer e voltam a crescer… Há uma grande acumulação de biomassa e, sem queimadas, o combustível continua lá”.

Até agora, ainda não há consequências da situação, nota o CODIS. O registo de ocorrências é baixo: até ao momento, são metade das de 2013.

“Mas em 2013, por esta altura, tínhamos também metade das de 2012. Isto era positivo se houvesse trabalho na floresta, se algo lá fosse feito”, notou Sérgio Gomes, lembrando a limpeza que está por fazer.

“Habitualmente, no terreno, o que fazemos é desviar os incêndios das casas e populações. Se esse trabalho de limpeza estiver feito, permite-nos colocar mais equipas para o combate efetivo”, afirma o CODIS, admitindo melhorias na sequência das ações de sensibilização e fiscalização dos Grupos de Intervenção e de Proteção e Socorro da GNR. “Tem surtido algum efeito e é muito positivo para nós”.

Apesar do cenário perigoso encontrado nas florestas, o CODIS garante estar tudo a postos para a nova época de incêndios, desejando não ter de enfrentar outro dia como o 22 de setembro de 2013.

“Até aí, tínhamos metade das ocorrências de 2012 e Leiria era o terceiro distrito do país com menos área ardida: 500 hectares. Nesse dia, em seis horas, tivemos nove incêndios, cinco deles complicados: resultaram 1.700 hectares ardidos”.

No distrito de Leiria, as novidades do DECIF para 2014 são a criação de dois comandos de serviço, a norte e sul, o “reforço mínimo” do dispositivo e uma distribuição de meios, “que possibilita que nenhum concelho fique sem capacidade de ataque inicial”. Em 2013, isso acontecia em Castanheira de Pera, Nazaré e Caldas da Rainha.

Sérgio Gomes destaca ainda a melhor preparação do pessoal, já que desde outubro 218 operacionais do distrito frequentaram ações de formação sobre questões de segurança individual e coletiva e de conhecimentos técnicos para abordar os incêndios.

Ao todo, o DECIF em Leiria contará com 80 equipas, 502 elementos e 106 viaturas no dispositivo terrestre.

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