Autarquia “amadurece” modelo do centro de estudos Mota Pinto

primeira pedra Centro Estudos Mota PintoA Câmara de Pombal ainda não tem “suficientemente amadurecido” o modelo de funcionamento do anunciado Centro de Estudos com Núcleo Museológico Mota Pinto, cuja primeira pedra foi lançada em finais de Julho do ano passado pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, na casa onde nasceu e viveu o antigo professor catedrático e político.

A ideia foi lançada há cerca de quatro anos, por ocasião dos 25 anos da morte de Carlos Mota Pinto, e na presença do então presidente da Assembleia da República, Jaime Gama. “Com a criação do futuro Centro de Estudos, pretendemos criar, em parceria com instituições de ensino prestigiadas, condições de pesquisa para os numerosos estudantes e investigadores nacionais e estrangeiros que actualmente se dedicam ao estudo da obra deste ilustre Professor”, considerou na altura aquele que era presidente da Câmara, Narciso Mota.

O espaço permitiria a requalificação e ampliação da antiga casa onde Mota Pinto nasceu e viveu a sua infância e juventude, adquirida pelo município.

No próximo sábado, a Concelhia do PSD, irá realizar uma tertúlia para “promover uma análise e reflexão do papel desempenhado por Carlos Alberto da Mota Pinto no contexto político e académico, recordando a sua forte personalidade, a sua determinação e a defesa dos interesses superiores do país”, diz o partido.

Fonte do gabinete do actual presidente da Câmara Municipal afirmou ao nosso jornal que o projecto do Centro de Estudos “não está na gaveta” mas que está a ser “reapreciado” pelo que “não evoluiu” ao longo deste ano que já passou desde o lançamento da primeira pedra.

Em Dezembro do ano passado, por ocasião da discussão do Orçamento do município para 2014, o presidente da autarquia esclarecia que “ainda não está suficientemente amadurecido o programa do seu funcionamento”. “Ainda não está completamente definido, para além daquilo que seja o espólio da família, o que é que vai integrar o centro, como é que ele vai ser financiado – não é na sua construção, é no seu funcionamento – e quais as parcerias estratégicas que nós temos que ter para aquele centro tenha o objectivo que nós lhe vamos dar”, disse Diogo Mateus.

“Não colocando em causa a importância, a riqueza e o alcance que possa ter, acho que tudo isto pode ficar prejudicado se nós não fizermos uma reflexão atempada, madura com as parcerias”, afirma, sublinhando que “essa matéria eu acho muito mais importante do que a mera construção, porque essa é a vida, essa é alma, esse é o espírito, é essa que vai fazer a tal motivação dos cidadãos que digam que esta matéria é importante.”

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