“Pombal pode estar muito orgulhoso por ter um filho como Carlos Mota Pinto”

ttertulia sobre Mota Pinto (1)Fernando Nogueira, ex-ministro e antigo presidente PSD, afirmou no sábado que “Pombal pode estar muito orgulhoso por ter um filho como Carlos Mota Pinto”. O legado político e académico de Mota Pinto, falecido há 29 anos, foi recordado numa tertúlia promovida pela Concelhia do PSD de Pombal, que contou, para além de Fernando Nogueira, com as presenças do deputado Paulo Mota Pinto, do presidente do Conselho de Jurisdição Nacional do partido, Calvão da Silva, e do secretário-geral do PSD, José Matos Rosa.

Todos os intervenientes destacaram a vida e o trabalho do antigo professor universitário que nasceu e viveu a sua infância em Pombal. “Foi dos mais brilhantes académicos e políticos de Portugal democrático”, considerou o líder concelhio dos social-democrata, Pedro Pimpão, adiantando que “Pombal e Portugal ficarão mais ricos se continuarem a lembrar e a honrar o legado de Mota Pinto”.

Já para Matos Rosa, o pombalense “foi um homem de Estado, até por conviver com Mário Soares no Bloco Central”, disse numa referência à sua participação no IX Governo (1983 a 1985) como vice-primeiro-ministro e ministro da Defesa.

Também Fernando Nogueira realçou aquele período em que Mota Pinto interveio politicamente no país. “Não é qualquer um que depois de ter sido primeiro-ministro aceita ser vice-primeiro-ministro”, disse o antigo ministro dos governos de Cavaco Silva, destacando a “humildade tocante” de Mota Pinto.

O percurso político, académico e pessoal de Mota Pinto foi também alvo da intervenção de Calvão da Silva, seu antigo assistente na Faculdade de Direito de Coimbra. Na sua opinião, Mota Pinto trabalhou pelo país. “Era um homem muito preocupado e tudo fez para impedir que o comunismo tomasse conta de Portugal”, disse, adiantando que “na política ninguém nasce num berço de ouro” pelo que “é preciso trabalhar” apontando Mota Pinto como exemplo disso mesmo.

Por sua vez, Paulo Mota Pinto recordou o seu pai, afirmando que “na sua vida curta de 48 anos, conseguiu conciliar e dar um contributo, quer na vida académica, quer na política”.

 

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