Em declarações ao nosso jornal, António Pires da Silva, que detinha os pelouros da Educação, Cultura e Juventude, justifica daquela forma a sua decisão, “embora alguns chamem sacrifícios aos atropelos grosseiros a estes valores e estejam dispostos a curvar-se e a fazer curvar”.
Na carta que enviou ao presidente da Câmara, Diogo Mateus, a comunicar a sua renúncia de mandato, o antigo director do Agrupamento de Escolas Marquês de Pombal, refere que “a par do enorme respeito pela função de vereador autárquico”, expressa “o prazer e o entusiasmo que depositei no desenvolvimento das diversas vertentes das minhas funções de vereador, muito consciente da exigência, da responsabilidade e dos valores a que me obrigo nos projectos em que me envolvo”. “Assim, foi muito difícil tomar esta decisão, que fundamento, exclusivamente, em motivos de cariz pessoal”, acrescenta.
No mesmo documento, a que o nosso jornal teve acesso, o ex-vereador começa por afirmar que foi para si uma “honra ter recebido” da parte do presidente da autarquia, “a quem reconheço genuínas qualidades de visão estratégica e rigor, um convite pessoal para integrar a lista candidata ao elenco camarário e colaborar num programa de acção que é prossecutor do desenvolvimento equilibrado do concelho de Pombal” e deseja “as maiores felicidades na concretização do referido programa”.
Por outro lado, reconhece a “colaboração dos senhores presidentes das juntas de freguesia do concelho de Pombal, que sempre se empenharam na resolução dos problemas que foram surgindo, em reciprocidade com a Câmara Municipal de Pombal”, como também “a competência, a dedicação e a vontade de colaborar dos funcionários afectos aos pelouros que me foram confiados.”