Centro de interpretação na Sicó adjudicado por mais de 2,1 milhões

CIMU SicóA Câmara de Pombal vai investir mais de 2,1 milhões de euros na construção do Centro de Interpretação e Museu na serra de Sicó. A obra foi adjudicada ontem, em reunião do executivo, na qual o presidente da autarquia, Diogo Mateus, enalteceu a importância do equipamento para a promoção do turismo de natureza e investigação.

A construir na pequena aldeia dos Poios, na freguesia da Redinha, numa zona integrada no Sítio Sicó-Alvaiázere da Rede Natura 2000, o CIMU Sicó apresenta-se como uma estrutura onde sobressaem três volumes circulares, forma associada à natureza, sendo grande parte da estrutura “camuflada” no terreno.

O equipamento disponibilizará de um espaço museológico, assim como de uma área de alojamento com 60 camas divididas por quatro camaratas, mais três quartos duplos, havendo ainda um auditório e espaços para a realização de palestras, acções de formação, projecção de filmes ou exposições, além de um laboratório ou um ponto de venda ao público de produtos da marca Sicó.

Jorge Claro, vereador eleito pelo PS, aproveitou para revelar as suas “dúvidas” quanto à “viabilização do projecto” entendendo que o mesmo “está muito vocacionado para uma função” que não para um “determinado extracto social” que “o poderia rentabilizar”.

No entanto, o presidente da autarquia considera que a “filosofia” que esteve na base do projecto “nunca foi a de ser um hotel”, mas sim de um “centro de interpretação e museu” e agora, também, “como base de um futuro geoparque na Serra de Sicó”, cuja proposta está a ser estudada ao nível da associação Terras de Sicó.

Segundo Diogo Mateus, aquele equipamento, que deverá estar concluído durante o ano de 2015, resulta de um “projecto atípico” relativamente a outras obras públicas promovidas pelo município, pelo que “teve muitas horas de reflexão”.

Por sua vez, em declarações à agência Lusa, Pedro Murtinho, vereador com a gestão das obras públicas, refere que o CIMU Sicó pretende, também, “fomentar acções de conservação da grande biodiversidade” que a zona contempla e divulgar o património histórico da região, “contribuindo para a sua valorização”.

Já o museu vai ter uma “vertente mais arqueológica”, apontou o vereador, adiantando existirem “alguns vestígios arqueológicos que estão identificados”, pelo que passará a haver “um espaço para os guardar e expor de uma forma digna”.

“Este é um investimento nosso, mas uma janela para criar parcerias com algumas entidades, não só ao nível da gestão do espaço, como da organização de eventos”, considerou ainda Pedro Murtinho.

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