Donos de empresa de segurança privada detidos pela Judiciária

lexsegurOs responsáveis por uma empresa de segurança privada, sedeada em Leiria, foram detidos pela Unidade Nacional Contra Terrorismo da Polícia Judiciária (PJ) no âmbito de uma investigação de inquérito relativo a crimes de associação criminosa, natureza fiscal e branqueamento de capitais. A operação policial cumpriu vários mandados de busca domiciliária, não domiciliária e em estabelecimentos bancários, nas regiões de Leiria, Nazaré e Póvoa do Varzim.

“As buscas, que contaram com a participação de técnicos superiores da Autoridade Tributária, incidindo sobre as residências dos suspeitos, bem como às instalações de empresa dedicada à actividade de segurança privada, permitiram ao Gabinete de Recuperação de Ativos (GRA) da PJ a apreensão de centenas de milhares de euros em numerário, para além de várias viaturas topo de gama, uma embarcação, bem como de vários prédios urbanos”, refere um comunicado da PJ.

O comunicado dá conta, ainda, que “foram constituídos como arguidos vários indivíduos integradores da associação criminosa, cuja actividade, através desta acção, foi interrompida.” “Os dois arguidos detidos foram presentes a primeiro interrogatório judicial no Tribunal Central de Instrução Criminal, tendo-lhes sido aplicada a medida de coacção de prisão preventiva.”

Em causa está Paulo Miguel Vicente que formou império com a empresa de segurança LexSegur, e a mulher, Sara Bastos, advogada sem exercer, foi o seu braço direito. Casas, carros de luxo e barco terão servido para branquear fortunas.

Com a operação da Judiciária, o império do “Bebé” – como é conhecido na região – ruiu e não por nenhum dos crimes pelo qual o empresário já tinha antecedentes, como agressão, coacção ou extorsão.

Durante sete anos, a empresa de segurança privada de Leiria, que presta serviços em vários organismos públicos e privados, conseguiu branquear centenas de milhares de euros com o seu negócio de seguranças da noite, em casas de diversão. A maioria do lucro obtido com aquele negócio não era declarado nem sequer depositado em contas bancárias.

A PJ encontrou, num banco de Leiria, mais de 200 mil euros em dois cofres titulados pela firma. O casal, ambos com cerca de 30 anos, e pais de três filhos, dois menores de idade, proprietário da empresa Lexsegur, inquirido quinta-feira no Tribunal Central de Instrução Criminal, em Lisboa, está agora em prisão preventiva indiciado por fraude fiscal e branqueamento de capitais.

A LexSegur, criada em 2007, está agora impedida, por ordem judicial, de se dedicar à segurança privada apenas em estabelecimentos de animação nocturna. A firma assegurava aqueles serviços em inúmeros bares, discotecas e casas de alterne em Leiria. Não está para já em causa a prestação de serviços nos organismos públicos, entre os quais se contam um centro hospitalar e cerca de uma dezenas de câmaras municipais.

O primeiro alarme a fazer incidir a atenção da polícia nesta empresa foi a crescente riqueza ostentada pelo casal que foi adquirindo património cada vez mais luxuoso.

Os suspeitos, porém, já estavam referenciados pelas autoridades. Há vários anos que se sucediam inquéritos por suspeita de ameaça, coacção e agressão decorrentes das práticas que passaram a usar para conquistar o mercado da segurança privada na região. Aliás, em 2009, a PJ já havia estado na empresa onde apreendeu várias armas de fogo e dezenas de munições.

Para dominarem a segurança de cada vez mais casas nocturnas ameaçavam os seus proprietários. Muitos acabavam por aceder às pretensões e raramente apresentavam queixa à polícia com medo de represálias.

Com a operação, a PJ acredita ter colocado um fim à actividade criminosa que era, aliás, aponta fonte policial, a parte mais destacada do negócio gerado pela empresa. Os investigadores apreenderam ainda vários documentos relativos à contabilidade da firma e uma caixa de munições de calibre ilegal encontrada na casa de um dos colaboradores.

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3 Responses to Donos de empresa de segurança privada detidos pela Judiciária

  1. maria diz:

    Olá gostaria que retirasse estas informações porque maior parte do que está a dizer não são informações verdadeiras e esta a difamar e denegrir a imagem do mesmo uma vez que pode entrar com um processo judicial para defender a sua imagem agradecia que retirasse urgentemente para não ter problemas e consequências sobre tal informação

    • Nuno Painho diz:

      Nao esta aki nem metade do que esse MAFIOSO FEZ! E tu “Maria” que duvido que te chames Maria, mas deixa de ser OTARIA e deixa de defender um criminoso que ja fez mal a tanta gente! Pois é Maria eu conheco tanto o Paulo como a Sara tal como a maior parte dos Seguranças! E isto ainda é so o começo muita gente vai abrir a boca e muitos têm provas! Portanto quando ameacas o site “para nao ter problemas e consequencias” pensa duas vezes!

  2. Paulo diz:

    Não vai dar em nada….o pais dos tugas que todos conhecemos……….

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