Seis anos de prisão para homem de Pombal que encomendou assalto

assaltoO Tribunal Judicial de Ansião condenou ontem, 27 de Junho, a seis anos e meio de prisão um homem, residente em Pombal, que encomendou um assalto de que foi vítima a mulher de um empresário de Ansião, ocorrido há um ano.

Armindo David, de 55 anos, com antecedentes criminais e que não esteve presente no tribunal durante a leitura do acórdão, foi condenado a seis anos de prisão pelo crime de roubo qualificado e a um ano e seis meses pelo crime de denúncia caluniosa, tendo de cumprir a pena única de seis anos e seis meses de prisão. Foi ainda condenado ao pagamento de um total de seis mil euros por danos não patrimoniais ao casal.

O tribunal concluiu que o homem contratou dois homens, um de nacionalidade angolana e outro cabo-verdiano, residentes na zona de Lisboa, para praticarem um assalto à casa das vítimas, com quem “privava e sabia que quantia e valores tinham em casa e a data e hora que seria mais oportuna” para o efeito.

Naquele dia – 20 de Junho de 2013 – Armindo encontrou-se com os dois executantes num posto de abastecimento de combustíveis em Pombal e seguiu no seu veículo na dianteira do veículo daqueles, conduzindo-os assim até à casa da vítima que identificou e indicou.

Enquanto os assaltantes praticavam o roubo, com recurso a arma de fogo e violência sobre a mulher que estava sozinha em casa, o “mandante” esperou em local previamente combinado. Uma vez praticado o crime, e que resultou no roubo de dinheiro e artigos de ourivesaria no valor de cerca de 18 mil euros, Armindo tal como fizera antes, conduziu o seu veículo na dianteira do veículo em que aqueles seguiam até à entrada da Autoestrada, em Pombal, abrindo-lhes assim caminho.

No entanto, o veículo dos assaltantes acabaria por ser alcançado pela GNR junto ao acesso à A1, em Pombal, tendo um dos executantes sido detido. O outro, que conduzia o veículo, efectuou inversão de marcha, conduzindo o carro na direcção dos militares colocando-se em fuga, apesar dos guardas ainda terem efectuado alguns disparos contra o veículo no sentido de o imobilizar.

Pouco tempo depois, Armindo apareceu de imediato em auxílio daquele e transportou-o no seu automóvel até à Amadora, pondo-o assim a salvo da GNR.

Na tentativa de despistar quaisquer suspeitas que pudessem recair sobre a sua pessoa, apresentou queixa crime pela prática de crime de sequestro, denunciando que foi coagido, sob a ameaça de uma arma de fogo, pelo homem carbo-verdiano, junto à entrada da A1 de Pombal a levá-lo à Amadora.

O tribunal acabaria por condenar um dos executantes do assalto, de 36 anos, de nacionalidade angolana e com antecedentes criminais, à pena de cinco anos de prisão pelo crime de roubo qualificado, suspensa na sua execução por igual período, mas sujeita a regime de prova pelos serviços de reinserção social.

Para a suspensão da pena, o colectivo de juízes atendeu à integração social do arguido, que confessou os crimes, colaborou com a justiça e mostrou arrependimento, além de que indemnizou as vítimas em dois mil euros no decurso do processo.

“É uma oportunidade que deve aproveitar, afastando-se do mundo das acções ilícitas”, disse a presidente do colectivo de juízes, Rosa Saraiva, na leitura do acórdão.

Quanto ao outro alegado executante do crime, encontra-se com paradeiro desconhecido das autoridades, pelo que o seu processo foi separado.

 

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