Câmara aprova por unanimidade demolição do quiosque do Cardal

quiosque CardalA Câmara de Pombal deliberou hoje, por unanimidade, proceder à demolição do quiosque construído em pleno Largo do Cardal no âmbito das obras de regeneração urbana. O executivo foi unânime em reconhecer que a obra, que nunca chegou a ser concluída, “é um erro” e que não agrada a uma grande maioria dos pombalenses.

O assunto foi abordado em período “extra-agenda” na reunião de Câmara realizada hoje ao final do dia, com o presidente do executivo, o social-democrata Diogo Mateus a solicitar à vereação uma decisão sobre o futuro do imóvel, onde foram investidos cerca de 18.500 euros. O autarca começou por afirmar que, em reunião com o arquitecto autor do projecto, o edifício “foi deficientemente concebido” para acolher as funções a que se destinava: quiosque/tabacaria, engraxadores, florista e sanitários públicos.

Diogo Mateus assumiu a responsabilidade em ter votado favoravelmente o projecto, enquanto membro do anterior executivo, mas considera que “não é um bom sinal de inteligência persistir no erro, como não é boa filosofia de vida olharmos para o erro e não fazer nada”. “A decisão fácil será assobiar para o lado”, adiantou, acrescentando: “não acho que a cidade ganhe com esta solução”.

Depois de ter apresentado estimativas orçamentais para as várias soluções para o edifício, sendo a mais económica os cerca de nove mil euros com a demolição, o edil afirmou que “temos de ter coragem, olhar para a solução e tomar uma decisão”. A conclusão do edifício tal como estava projectado custaria cerca de 42.500 euros, enquanto uma solução de reestruturação poderia orçar em mais de 77 mil euros.

O assunto viria a ser abordado por todos os vereadores do executivo, começando por Jorge Claro (eleito pelo PS) a referir-se ao edifício como “um mamarracho”. Na sua opinião, “qualquer que seja a decisão vai haver sempre críticas” mas “aquilo nunca devia ter nascido”.

Da bancada da oposição, também Marlene Matias e Aníbal Cardona corroboraram o mesmo entendimento. Todos aproveitaram para louvar a atitude e a coragem do presidente da Câmara em assumir o erro.

Por sua vez, do lado da maioria PSD, Ana Gonçalves e Fernando Parreira – que integraram também o executivo anterior – assumiram a co-responsabilidade da aprovação do projecto das obras de regeneração urbana que contemplava a construção daquele quiosque.

“A demolição do edifício vai permitir que o Convento possa brilhar no Cardal”, disse Ana Gonçalves enquanto Fernando Parreira afirmou que “temos de ter a lucidez de perceber o impacto das nossas decisões” e o “dever de estar em articulação com as populações”.

Os vereadores Pedro Murtinho, Catarina Silva e Renato Guardado alinharam no mesmo entendimento do restante elenco camarário e defenderam, também, a demolição do imóvel.

A demolição do edifício terá início amanhã, quarta-feira, aproveitando o facto de estarem a decorrer obras no Largo do Cardal, que deverão estar concluídas no próximo sábado.

 

GNR COBRA POR CONTROLAR TRÂNSITO NO ALTO CABAÇO

Devido às obras de asfaltagem no Largo do Cardal, o trânsito rodoviário está cortado, até sábado, no troço entre o Largo 25 de Abril e a Fonte Luminosa. Uma das principais alternativas passa por recorrer ao IC2, na zona de Alto Cabaço, provocando algumas complicações na circulação automóvel.

Diogo Mateus esclareceu, na reunião de Câmara de hoje, que solicitou a intervenção da Brigada de Trânsito da GNR – entidade que tem jurisdição naquele troço do IC2 – mas o comando distrital informou que se trata de um “serviço gratificado”, embora ainda não tenha respondido por escrito à solicitação enviada a 30 de Junho.

O objectivo era que as autoridades pudesse coordenar o trânsito automóvel em alguns “períodos críticos” do dia, tendo em conta o fluxo do tráfego que se verifica no IC2.

 

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4 Responses to Câmara aprova por unanimidade demolição do quiosque do Cardal

  1. João Bicho diz:

    Agora podiam era colocar o antigo quiosque, recuperado, num cantinho do Cardal!…

    • fatima mota diz:

      concordo plenamente com esta ideia de recolocar o antigo quiosque no mesmo sitio , pork era um quiosque que fazia parte da histroria e do patrimonio de Pombal… eu propria fiquei muito triste por ve-lo desaparecer …

  2. Tania Melo diz:

    Realmente esta construção foi um erro… Mas podiam ter visto isso mais cedo… Construir um mono daqueles, gastar o dinheiro, e agora ir demoli-lo, sinceramente vê-se mesmo que o dinheiro que gastam não lhes custou a ganhar, senão não andariam a brincar com ele assim…

  3. Pedro diz:

    Agora só falta fazer o mesmo à Cafetaria do Castelo!

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