Vereador alerta para perigo para quem circula no castelo

Anibal CardonaO vereador socialista da Câmara de Pombal Aníbal Cardona alertou, na última reunião do executivo, para os perigos na circulação no interior do castelo junto às muralhas, apelando para que tal zona fosse interdita aos visitantes.

O autarca começou por lamentar que aquele “aspecto” tivesse sido “ignorado” aquando a realização das obras de requalificação do monumento. Aníbal Cardona considerou que a segurança em redor das muralhas “é extremamente perigosa”, tendo em conta a falta de protecção, o piso irregular e em algumas zonas muito estreitas.

“Pela magnitude do risco, aquela zona devia ser segredada” aos visitantes, afirmou o vereador, acrescentando que “será quase uma inevitabilidade haver ali uma tragédia em caso de queda”.

No seu entender, o executivo de maioria social-democrata “devia intervir no sentido de impedir a circulação de pessoas em redor das muralhas” até porque “a sinalização de segurança é quase inexistente” com a agravante de “não aparecer qualquer informação sobre a magnitude do risco”.

No entanto, o presidente da Câmara Municipal minimizou a situação, referindo que as pessoas terão de ser responsáveis e conscientes do perigo quando caminham pela zona junto às ameias do castelo, designadamente os pais que deixarem os seus filhos percorrer todo aquele percurso em redor do monumento.

Por outro lado, Diogo Mateus deu o exemplo de um conjunto de castelos e fortalezas do país que, já visitou e que também não dispõem de qualquer tipo de protecção.

“Até aí Pombal poderia dar um salto em frente e poderia destacar-se com uma solução”, ripostou Aníbal Cardona, reafirmando que “o que está em causa são riscos muito elevados”.

O vereador aproveitou ainda para alertar para o facto de ter sido criado um posto de trabalho no interior do castelo – edifício de posto de informação turística e exibição de filmes – “sem ter contemplado um sanitário, contrariando a lei”.

“O posto de trabalho poderá não cumprir os requisitos e se assim for não poderá funcionar”, referiu, sugerindo que fosse consultada a Autoridade para as Condições do Trabalho.

Também neste ponto, a maioria PSD desvalorizou o assunto, com Ana Gonçalves, vereadora do Turismo, a afirmar que o edifício foi construído perante “imensos condicionalismos” impostos pela Direcção-Geral do Património Cultural (ex-IGESPAR) estando, inclusivamente, “assente numa estrutura sem fundações”. “Tecnicamente houve limitações pelos condicionalismos do IGESPAR pelo que não foi possível enquadrar o wc”, disse.

Por outro lado, a autarca refere que existem os sanitários da Cafetaria do Castelo e no parque de estacionamento localizado à entrada do monumento.

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