Arquitecto do “quiosque” pede desculpas ao anterior presidente da Câmara de Pombal

Reis FigueiredoO arquitecto Reis Figueiredo, autor do projecto de regeneração urbana da cidade de Pombal, pede desculpas aos anteriores presidente da Câmara, Narciso Mota, e vereador Michael António, pelo que a obra do quiosque, agora demolida, “os possam estar a afectar”.

Num texto publicado no Diário de Leiria de terça-feira, ao abrigo de um Direito de Resposta, o arquitecto tece algumas considerações sobre afirmações proferidas pelo actual presidente da Câmara, Diogo Mateus, e pelo vereador socialista, Jorge Claro, na última reunião do executivo camarária e na qual foi aprovada, por unanimidade, a demolição do edifício “Quiosque” construído no Largo do Cardal.

“Não ponho em causa o acto da demolição por parte da Câmara Municipal mas então assumam esse acto na plenitude politica e não nos envolvam de forma menos elegante para justificar os seus actos”, refere o arquitecto.

Reis Figueiredo começa por afirmar que “nunca” referiu que o projecto tenha sido “deficientemente concebido para acolher as funções a que se destinava”, tal como considerou Diogo Mateus na reunião camarária.

Por outro lado, o arquitecto refere que “o valor referido nos gastos da sua construção (18.500 euros) são pura invenção”. “Se multiplicássemos por quatro ainda ficaríamos aquém do efectivamente realizado”, acrescenta, adiantando que “o valor referido para a conclusão do mesmo também não está correcto (42 500  euros )  sendo bem menos”.

Por outro lado, Reis Figueiredo lastima que a linguagem do vereador Jorge Claro, eleito pelo PS, “ao chamar ao quiosque mamarracho não seja adequada ao posto que ocupa no município”. Na sua opinião, “a um vereador exige-se um pouco mais de formação e o uso de um vocabulário mais rico”.

“As minhas obras podem não ser todas entendidas, admito tal, mas não admito é um qualquer vereador, só porque legitimado pelo poder das urnas, possa entender que ficou mais culto e que tenha o direito de fazer afirmações como a que proferiu. O Poder Local não sai prestigiado”, afirma.

O arquitecto considera que sempre esteve disponível para esclarecer junto do executivo da Câmara Municipal “as razões formais, estéticas, da solução”. Daí que “poderiam depois, mesmo que não convencidos com as minhas explicações, manter a ideia da demolição.” “A arquitectura é um acto de profunda reflexão e não fazemos nada sem razão e sem aumentar o valor do significado da relação entre objectos urbanos e o valor da paisagem urbana”, conclui.

 

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