“Nunca poderá ser ignorado o enorme potencial que o Castelo de Pombal tem”

Diogo MateusDiogo Mateus preside, pela primeira vez, à comissão organizadora das festas do Bodo, apesar de, nos últimos anos, enquanto vereador, ter tido funções executivas. Fala do Bodo como o momento de reencontro dos pombalenses e considera que a sua evolução tem uma tendência natural. Não tem dúvidas em afirmar que a aposta turística do concelho passa pelo turismo de natureza, mas afirma, com orgulho, que “nunca poderá ser ignorado o enorme potencial que o Castelo de Pombal tem”.

 

Diário de Leiria (DL) – As Festas do Bodo assumem-se como um dos grandes eventos do concelho e até da região. Qual é a receita para tal sucesso?

Diogo Mateus (DM) – A circunstancia das festas serem seculares, terem mais de 400 anos, e de estar associadas a uma história que diz bastante aos pombalenses e acima de tudo a um grande ponto de reencontro dos pombalenses, é provavelmente a sua principal receita. Portanto, também pela altura do ano que se celebra, com a vinda de muitos pombalenses para se encontrar com as suas famílias e amigos, e aqui puderem passar bons momentos de convívio e de reencontro, julgo que são os principais factores de sucesso para a nossa festa.

 

DL – O êxito das festas deve-se sobretudo à adesão das gentes do concelho ou à capacidade de atrair visitantes de fora?

DM – O facto de termos muitos cidadãos que não estão cá e regressam a Pombal nesta altura, não deixo de considerar essas pessoas como pombalenses, mas muitos deles gostam de vir mostrar a sua terra e de trazer os seus amigos e os seus conhecidos a um período festivo a uma cidade que recebe muito bem quem a visita.

 

DL – Quais as expectativas para as festas deste ano?

DM – São expectativas boas no sentido de que procuramos dentro daquilo que é, tradicionalmente, o programa das festas corresponder aos cidadãos e às várias participações associativas. Simultaneamente procurámos este ano trazer algumas novidades que eu julgo vão ser bem recebidas. Desde logo uma pequena mostra de produtos locais que vai ser apresentada no Largo do Cardal, uma apresentação na Casa de Varela de artistas de Pombal com a temática à volta da emigração, a inclusão de dois artistas nos espectáculos de sexta e sábado, parece muito positiva, assim como um acordo com a Federação Portuguesa de Ténis para termos uma demonstração de Padel.

 

DL – O que sente ao presidir, pela primeira vez, à organização das seculares Festas do Bodo?

DM – Responsabilidade. É um bocadinho diferente daquela que tive nos últimos anos, nomeadamente porque tinha uma missão muito executiva no conjunto das festas. Hoje as funções de presidente são um bocadinho diferentes destas, no que diz respeito a questões de planeamento, de programação, de acompanhamento, de monitorização… Esta experiência de muitos anos dá-me acima de tudo a tranquilidade de saber que as pessoas que estão a cumprir a sua missão, estão a cumprir bem, porque conheço muito bem o trabalho que cada um deles tem de desempenhar e também o esforço que tem de ser despendido para que as coisas corram da melhor maneira.

 

DL – Como pretende fazer evoluir as festas nos próximos anos?

DM – A evolução que temos sentido, nos últimos anos, tem sido fruto de uma evolução muito natural. Isto é, a própria vivência que o espaço vai tendo, a forma como as pessoas o querem utilizar e usufruir, durante o período das festas, de certa forma, também, a organização com que a cidade hoje tem, dá-nos a ideia que a festa tem áreas muito bem identificadas onde cada pessoa tem perfeita noção daquilo que a festa, naquele concreto local, tem para oferecer. Por isso, quer a participação de expositores, de associações, de empresas, da ADILPOM, dos membros da câmara, da população em geral, dão-nos sempre ideias e sugestões da melhor forma das festas se irem evoluindo e acompanhando uma usufruição e uma vivência muito natural e muito tranquila.

 

DL – A participação da “prata da casa” e dos “talentos” locais é uma estratégia futura?

DM – É uma estratégia que faz todo o sentido, porque temos motivos, mais que suficientes, para nos orgulharmos daqueles que são os filhos de Pombal e que têm manifestado essa distinção. Portanto, julgo que está na altura de criar essas condições e acima de tudo demonstrar que esse talento, esse trabalho, esse esforço, esses resultados também em Pombal têm palco para serem apresentados. Ou seja, quebrar um bocadinho aquela ideia que em casa de ferreiro, espetos de pau…

 

DL – Não podemos dissociar Pombal da vertente turística. A integração do concelho no Turismo Centro de Portugal foi a aposta acertada?

DM – Acho que foi a aposta possível. Foi conhecido qual era a posição, nomeadamente da Comunidade Intermunicipal, relativamente ao Turismo Centro, e eu acho que, acima de tudo, esta opção que foi decretada nos vai remeter para um caminho em que cada município vai trilhar o caminho que bem entenda. Daí que temos preparada a apresentação pública, para a sessão de abertura das festas, do filme promocional de Pombal, que vamos procurar divulgar junto de grandes operadores turísticos nacionais.

 

DL – Onde está o epicentro da promoção turística do concelho?

DM – Julgo que em função daquilo que tem sido a procura turística, o turismo de natureza é aquele que pode ser considerado o epicentro. Sendo que nunca poderá ser ignorado o enorme potencial que o Castelo de Pombal tem, nomeadamente, a grande receptividade, aceitação e visitabilidade que tem sofrido nos últimos tempos, depois da sua reabertura. Estou convicto que muito contribuirá, não só a solução arquitectónica, urbanística e paisagística que teve, mas acima de tudo, também, o conjunto de actividades que temos procurado desenvolver atraindo muitos pombalenses ao nosso castelo. Quem visitar Pombal no intuito de conhecer o castelo passará aqui uma tarde muito bem passada, muito bem divertida e com uma oferta de muita qualidade.

 

DL – Com nove meses de mandato como presidente da Câmara, qual foi a sua maior decepção até este momento?

DM – Foram as poucas vezes com que pude chegar a casa a horas e deitar os meus filhos.

 

DL – Se pudesse rogar por um milagre à Nossa Senhora do Cardal, qual seria?

DM – Pedia-lhe que a todos os autarcas do concelho desse todos os dons e todos os frutos do Espírito Santo.

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