“Afectos com Letras” dá escola nova a crianças da Guiné-Bissau

missão Afectos com LetrasA organização não-governamental “Afectos com Letras”, sedeada em Pombal”, está a acompanhar o início do próximo ano lectivo numa escola em Quelelé, na Guiné-Bissau, que construiu com o apoio do movimento rotário pombalense, e de outras associações, instituições e particulares.

Aquela foi uma acção que mereceu atenção durante mais uma missão solidária que a “Afectos com Letras” levou a efeito àquele país este mês, através de Joana Benzinho e Marta Rosa.

Uma missão onde as duas humanitárias conseguiram fazer hortas com as crianças do Quelelé, entregaram medicamentos e material médico hospitalar no principal hospital do país, distribuiram bens alimentares e/ou livros em três orfanatos, entre outros projectos.

No final de 12 dias de missão, Joana Benzinho e Marta Rosa fazem um “balanço final positivo”. “Foram 12 dias que passaram a correr, entre salpicos de lama e pés submersos nas águas que correm nas ruas de Bissau ou no Mercado do Bandim por onde andámos em busca de sacos de arroz”, dizem, acrescentando que “a nossa Guiné-Bissau é mesmo isto”. Ou seja, “dificuldades que se ultrapassam com um sorriso na cara e com muitos afectos com letras”, frisam.

De entre as acções desenvolvidas localmente, a organização destaca o acompanhamento das matrículas na escola que construíram e que deverá acolher mais de duas centenas de crianças. “A afluência e o interesse por este estabelecimento de ensino aumentaram agora que a escola deixou as paredes e telhado de palha e passou a ser um espaço com paredes, portas, janelas, casa de banho e cozinhas”, referem aquelas dirigentes, acrescentando que Quelelé passou a dispor de uma “escola com condições que atrai naturalmente muito mais crianças e vai permitir que as aulas sejam dadas com o mínimo de condições e de dignidade”.

Por outro lado, Joana e Marta destacam, também, a doação de medicamentos e material hospitalar ao Hospital Nacional Simão Mendes, a fim de ser utilizado com os doentes mais carenciados que frequentam aquela unidade de saúde.

“A falta de meios financeiros dos doentes leva a que, na maioria das situações, não lhes sejam administrados os medicamentos receitados pelos médicos durante e após o internamento”, dizem as dirigentes da “Afectos com Letras”.

Joana Benzinho e Marta Rosa referem que naquela missão viveram de perto, uma vez mais, o “drama de uma doente internada nos cuidados intensivos que há três dias via a sua situação clínica deteriorar-se hora a hora por impossibilidade da família comprar os medicamentos prescritos para aquilo que teria sido um AVC”. “Fomos de imediato à farmácia adquirir a medicação e percebemos o drama vivido por quem nada tem e necessita de um medicamento de 15 euros, o que representa para muitas famílias, metade do que leva um assalariado para casa ao final do mês”, contam.

Entretanto, a “Afectos com Letras” está a preparar o envio de um novo contentor de ajuda humanitária – o quinto – para ser distribuído na quadra natalícia. Até 15 de Outubro, a organização está a recolher bens, entre alimentos e material médico hospitalar, sendo o local de entrega a sua sede em Pombal.

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