A situação verifica-se após o temporal de Janeiro de 2013, quando foram derrubados os sinais de trânsito que assinalavam aquele acesso junto à EN237-1 (que liga Pombal à vila do Louriçal). O caso acontece no cruzamento entre esta estrada e o acesso à portagem da A1 e ao IC8, que posteriormente faz ligação à A17.
Os automobilistas que não conhecem aquele troço acabam por andar perdidos, muitas vezes fazendo inversões de marcha irregulares, o que tem causado inúmeros acidentes, alguns com gravidade. Com a agravante da inexistência de iluminação pública, cujos postes deixaram de dar luz há algum tempo, os automobilistas despistam-se contra uma zona de pinhal, também devido à falta de barreiras de protecção.
Ernesto Matias, residente nas proximidades do local, disse em declarações à PombalTV que já perdeu a conta ao número de condutores que lhe solicitam informação sobre qual o caminho a seguir para os seus destinos, devido à falta de sinalização. “Surgem totalmente perdidos”, refere o residente, alertando, por outro lado, para os vários acidentes que ali têm ocorrido que “já causaram alguns acidentes com gravidade”.
Fernando Matias, presidente da Junta de Almagreira, reconhece a inexistência da sinalização informativa naquele local, que faz fronteira entre a freguesia a que preside e a de Pombal. O autarca refere que já comunicou o sucedido à Câmara Municipal de Pombal.
“Devemos alertar e apelar, sobretudo, ao bom senso”, afirma o presidente da Junta de Freguesia sublinhando que existem duas entidades envolvidas, as concessionárias das estradas: Brisa e Ascendi.
No seu entender, aquelas entidades “serviram-se de uma estrada nacional desclassificada [EN237-1] para privilegiar o acesso às suas infra-estruturas, mas depois estão a esquecer-se do mesmo”. “Temos que garantir que os equipamentos funcionem e garantam a segurança dos condutores”, adianta, em declarações à PombalTV.
“É o curioso e típico jogo do empurra”, afirma o Vereador do Trânsito da Câmara Municipal. Renato Guardado refere que “tanto a Brisa como a Ascendi tentam remeter a responsabilidade daquele troço da EN237-1 para a Câmara, dizendo que esta assumiu a responsabilidade” aquando da desclassificação da estrada, “o facto curioso é que não temos nenhum documento onde esteja isso provado”.
O Vereador é peremptório ao considerar que “a responsabilidade é das concessionárias que terão, obviamente, de resolver o assunto” adiantando que “a Câmara está disponível para pressionar”.