Jardins esculpidos dão vida à mata do Castelo

jardins esculpidos casteloA artista Judite da Silva Gameiro transformou as árvores da mata do Castelo de Pombal, derrubadas pela tempestade, em jardins esculpidos, dando-lhes vida através da “poesia, beleza, paz e amor”.

A ideia partiu da Associação Rua Livre, um projecto de “intervenção artística itinerante”, que “procura espaços públicos, abandonados ou pouco dinamizados”. “Sonho, desenho, escrevo o projecto artístico que pretendo dinamizar e convido uma equipa de artistas para o executar”, refere a sua directora artística, Judite da Silva Gameiro, que acabou por propor a iniciativa à Câmara de Pombal.

Judite da Silva Gameiro lamenta, contudo, que a autarquia não tenha “ousado em apostar na totalidade do projecto inicial” que pretendia “envolver toda a mata numa obra artística cultural única”. “Muitas pessoas vinham não só visitar o Castelo e o seu património, mas também para se encontrarem com as artes num jardim surrealista e imaginário, passeando através da poesia e do sonho”, adianta.

Os trabalhos contemplam quatro espaços de expressão artística: Quarto Exterior (espaço de descanso e sonho ao encontro da natureza), Caminho (símbolo do caminho da vida na ascensão do conhecimento e da luz), Espaço Zen (circulo de areia branca para performances artísticas, dança, música, tai-chi, capoeira e yoga, entre outras) e Espaço de Escrita (zona de areia com o abecedário pintado em pedras de calçada para que os passeantes possam interagir através da escrita).

Segundo aquela artista, “são espaços de passeio, de descanso e de sonhos, onde o encontro e o diálogo com a beleza e os elementos da natureza serão o espirito fundamental da criação”.

“O objectivo na criação é criar um impulso artístico, deixando espaço ao público para continuar a expressão dos seus sentimentos e criar uma interacção entre eles”, afirma Judite da Silva Gameiro, que, com o projecto pretendeu, essencialmente, “oferecer” a sua arte ao concelho onde nasceu.

“Lutei para mostrar que a arte é reveladora de uma época, de um sentimento, de um pensamento, e que impede de morrer porque permanece fora do artista”, afirma.

A artista acredita que a recém reabertura do Castelo ao público, após obras de requalificação, irá promover o seu trabalho, “não só as esculturas Árvores Vivas mas também nos espaços de expressão artística criados”.

Recorde-se que em Julho de 2013, Judite da Silva Gameiro esteve envolvida na organização de um evento integrado no festival “Músicas e Muralhas”. “Numa maratona de um mês e meio visualizei, escrevi, desenhei, encenei e dirigi artisticamente o espectáculo ‘Ressonâncias Nocturnas’”, diz a artista, referindo que o público foi subindo pela mata do Castelo encontrando “vários cenários em vários patamares viajando na estória inspirada na lenda do mouro Al Palumbar”.

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